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O foco é a reparação rápida ao atingido’, diz diretor da Vale

Vale cria diretoria especial, com sede em BH, para enfrentar efeitos do desastre em Brumadinho.

“São 27 anos de Vale, não passados diretamente na mineração, mas em processos relacionados ao minério. Gerente-executivo de excelência operacional de fevereiro de 2003 até o último mês de março, Marcelo Klein, de 50 anos, sempre esteve associado ao desenvolvimento de pessoas. O perfil de lidar com capacitação e, segundo ele, mostrar e resolver problemas, quebrando a cultura de hierarquia para driblar desafios, o credenciou a assumir a mais nova diretoria da empresa, com sede em Belo Horizonte, criada para fazer frente aos impactos sociais e econômicos sofridos em Brumadinho, na Grande BH, depois do rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão e também nas cidades evacuadas por causa do risco de outras tragédias.”

(…) Confira abaixo os principais trechos de entrevista concedida pelo novo diretor de reparação e desenvolvimento da Vale ao Estado de Minas.

Políticas de Atendimento

“Depois de duas semanas em Brumadinho, fui para BH coordenar todos os pontos de atendimento de maneira geral e reforçar a interface da Vale com a comunidade atendida. Quem está na ponta quer atender a tudo, mas aparecem exageros e abusos. E quem está na ponta retroalimenta também as políticas de atendimento. No meio do processo, aparecem exceções que nos levam a refletir sobre situações que não haviam sido pensadas. É tudo muito dinâmico.”

Nova vertente

“Até Brumadinho, a empresa tinha capacidade de relações institucionais pequena. Agora, viu a necessidade de aumentar muito essa vertente. Por isso, a Diretoria Especial de Reparação e Desenvolvimento tem foco na reparação humanitária, uma vez que há uma ruptura grande para a dignidade das pessoas. Lucros cessantes, atividades laborais, tudo o que foi interrompido na vida delas por causa da ruptura da barragem e o que a evacuação atrapalhou, nessa parte a Vale tem de entrar para fazer as indenizações. É uma reorganização, mirando em áreas estruturantes. No começo, minha área era o plano de respostas imediatas. Agora, começa a migrar para a estrutura de reparação perene, que é uma agenda de vários anos.”

Reconstrução

“O foco da atuação vai do momento do impacto até a restituição da normalidade: reparação humanitária (financeira, de moradia), agropecuária, ambiental e recolhimento de material da barragem. Estamos trazendo para a diretoria um tipo de ‘franquias’, concentradas em dar celeridade ao processo. Estamos usando como laboratório, para fazer tudo com mais velocidade. Temos uma dívida enorme com a sociedade e estamos espelhando esse novo ponto de vista de todos se ajudarem. É uma agenda de reconstrução. Moradores do Córrego do Feijão e do Parque Cachoeira já estão falando no futuro com a Vale. Estão nos permitindo fazer a reparação e seguir o caminho com eles. Além disso, é a reconstrução da nossa imagem. Poderemos ter a satisfação de as pessoas retomarem suas vidas com todo o esforço de nossa parte. A diretoria é especial porque foi mobilizada pelo rompimento; é de reparação porque temos que reparar o que foi destruído, e é de desenvolvimento pelo que deve ocorrer daqui por diante.”

 

Fonte: correio braziliense

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